sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Triângulo Rosa - Rudolf Brazda com Jean Luc Schwartz




Quem me conhece bem sabe o quanto sou aficcionada por Segunda Guerra Mundial e tudo o que a envolve. Sem querer me gabar, mas já li muito sobre o tema, já assisti dezenas de documentários, filmes e séries sobre o assunto, portanto sempre que eu acho que já vi de tudo sobre isso, tudo mesmo, aparece algo novo e me surpreende. Foi o que aconteceu quando peguei “Triângulo Rosa” para ler.

Eu sabia que os homossexuais haviam sido perseguidos pelo regime nazista, mas nunca tinha lido um relato de um homossexual que de fato foi para um campo de concentração por conta de sua orientação sexual e sobreviveu para contar a história. A história de Rudolf Brazda, apesar de pouco conhecida – o livro foi publicado aqui no Brasil por uma editora pouco conhecida e o preço é bem salgado – nos revela detalhes cruciais de como os nazistas empregaram a perseguição aos homossexuais.

Se formos comparar com os judeus, os homossexuais não sofreram tanto, como o próprio Rudolf destaca durante a obra. Claro que eles sofreram muito, mas foram afortunados se comparados com outras minorias que também foram perseguidas pelo nazismo.

O livro, além de contar uma parte obscura da história que poucos conhecem, nos mostra a visão de uma pessoa que esteve em um campo de concentração que foi muito “popular” durante o império de Hitler, mas do qual há poucos relatos: Buchenwald. O autor conta os diversos modos de tortura que eram realizados naquele campo – como a temível pedreira -, a crueldade dos kapos e o assassinato de prisioneiros soviéticos a sangue frio pelos alemães.

Apesar de todos esses pontos importantes, eu achei o livro mal escrito, mas creio que a culpa não seja do autor, mas sim da editora. Alguns errinhos de coesão e semântica são perceptíveis, mas nada que te enfureça demais. Mas creio que seria legal se a editora publicasse uma outra edição revisada, porque um livro relativamente curto com erros não faz nem um pouco juz ao preço do qual está sendo vendido.

Tirando isso, a leitura é recomendadíssima – para conhecer uma parte da história que infelizmente é desconhecida pela maioria e para refletirmos também, porque em pleno século XXI ainda vemos que atos tão terríveis quanto os do livro ainda são praticados contra a comunidade homossexual, o que é lamentável. Muito tempo se passou, pouco evoluímos.

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