quinta-feira, 28 de junho de 2012

Os Segredos do Nazismo - Sérgio Pereira Couto


Eu confesso para vocês que esse livro foi uma grande decepção para mim, pois eu esperava MUITO aprender com ele. Mas realmente me decepcionei, pois nunca tinha visto um livro tão mal escrito antes em toda a minha vida.

O autor cometeu tantas falhas que é difícil destacar uma que seja pior. E o que mais me chocou, é que todos esses erros passaram completamente despercebidos pela revisão. Além de erros de ortografia, há diversos erros que uma pessoa comete sem querer digitando. Por ex: trocar um “a” por um “s” numa palavra. Erro cometido quando duas teclas estão muito próximas no teclado. Vi muitos desses erros no livro inteiro. Sem falar quando as letras são invertidas, como por exemplo na palavra “realizaod” (realizado). A culpa não é só de quem escreveu o livro, até compreendo, erros assim são comuns, mas isso ter passado batido pela revisão foi imperdoável.

Além disso, o autor se baseou em várias fontes da internet, o que comprometeu muito o trabalho dele. Nunca devemos basear-nos em dados da internet que na maioria das vezes não são confiáveis! Mas o autor fez isso durante o livro inteiro; e ao invés de escrever com suas próprias palavras o que entendia desses textos, ele simplesmente copiou e colou, só se dando o trabalho de colocar os textos em itálico.

Além dos erros de ortografia, revisão, digitação e as fontes nada confiáveis retiradas da internet, eu também percebi uma grande falta de coesão nas frases do autor. Falta de coesão é quando uma frase fica totalmente sem sentido, seja ela por falta de palavras ou de pontos ou vírgulas. Abaixo, destaco alguns dos muitos erros que encontrei durante a leitura:

 “É claro que, para muitos escritores que preferiram transformar os mitos vigentes da época em algo com ligação nazista”. (Pág.: 46)

Frase que ficou totalmente sem sentido porque o autor encerrou a frase com um ponto quando deveria ter colocado uma vírgula e continuado o assunto.

“...os dois pesquisadores chegaram a Bucareste, na România.” (Pág.: 73)

Pessoal, desculpem-me, mas as letras “a” e “e” não estão tão próximas assim no teclado do computador. O autor deve reconhecer que aí não foi um erro de digitação. Não estou querendo insinuar que ele não entende de geografia, mas... Se não foi uma falha bem feia, ele não soube diferenciar românia – que não existe! – da Romênia, com sua capital, Bucareste.

O autor também confundiu “austríaco” com “australiano” na página 106 do livro em questão. Ele vinha citando algumas publicações austríacas quando, do nada, surge isto:

 “Outro semanário australiano, o Wochenpresse, lembrou que a principal...”. No livro inteiro ele não citou nenhuma fonte oriunda da Austrália, então não poderia dizer “outro semanário australiano”. É óbvio que ele confundiu o gentílico “austríaco” com “australiano”.

Mas, acreditem: encontrei outro erro geográfico no livro:

 “A segunda foi um projeto que envolvia os nativos das Ilhas Canário...”.

Para quem não sabe, o correto é Ilhas Canárias, uma região autônoma pertencente à Espanha, na época citada pelo autor em poder do ditador espanhol Francisco Franco.

Quem quer escrever alguma coisa sobre história, tem que ter conhecimentos no mínimo básicos de geografia. Sem falar no cuidado com a digitação, revisão e a falta de coesão, que tanto me atrapalharam na leitura desse livro. Sei que meu português não é perfeito e que não tenho autoridade nenhuma para julgar e apontar os erros de quem quer que seja, mas eu não poderia deixar de citar isso, é covardia só elogiar e não reconhecer os erros e as falhas. Além das fontes, que em hipótese alguma devem ser retiradas de artigos da internet. Nem sempre a internet é uma ferramenta confiável.

Devemos nos basear nos livros para postar artigos na internet e não o contrário! Imagine só se todos os escritores que trabalham com história começassem a retirar teses de fulanos que postaram algo na internet dizendo conhecer do assunto e usassem isso em seus livros. E aí,como fica o trabalho dos historiadores que estudam durante anos e fazem trabalho de campo para garantir aos leitores que suas teses são confiáveis?

E antes que vocês me achem uma terrorista, eu devo confessar que realmente gosto do trabalho desse autor, tanto é que já li outro livro dele, chamado Dossiê Hitler, uma breve biografia de Adolf Hitler que me lembro de ter gostado muito. Todos podem ver no meu skoob que avaliei esta obra em questão com cinco estrelas e não me lembro de ter encontrado essas falhas. Bom, em algum tempo lerei o livro novamente e farei uma resenha.

Como o autor é brasileiro e inclusive tem um perfil no skoob e inclusive um blog – sem falar em vários fãs que admiram seu trabalho – creio que essa resenha não vai demorar muito para chegar até ele, mas meu objetivo não é acusar nem ofender ninguém. Cada um tem a sua opinião e eu respeito a opinião de todo mundo e exijo que a minha seja respeitada. Já me comuniquei com o autor diversas vezes e acho-o uma pessoa muito simpática, mas não posso misturar as coisas. Encontrei várias falhas no livro que me deixaram boquiaberta e não pretendo arruinar o trabalho desse escritor, apenas expor minha opinião.

Para quem quer realmente saber um pouco mais de coisas ocultas no terceiro reich e acontecimentos e fatos não explicados na Segunda Guerra Mundial eu recomendo Enigmas e Mistérios da Segunda Guerra Mundial do escritor espanhol Jesús Hernández.

Um comentário:

  1. Puxa, eu gosto muito do tema Segunda Guerra Mundial, falta é oportunidade para ler um bom livro sobre o assunto.

    É complicado escrever uma resenha de um livro que não gostou. Mais complicado ainda é apontar os erros - muitos dos erros citados são erros primários e outros até bobos. Eu também acredito que se você quer escrever um livro baseado em fatos históricos, a pesquisa tem que ir MUITO além de fontes na internet.

    É uma pena mesmo =/

    Bjos!

    www.silentmyworld.blogspot.com

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