quinta-feira, 28 de junho de 2012

O Menino do Pijama Listrado - John Boyne


Esse é um livro que é marcado pela ingenuidade do início ao fim. Um livro que dói só pelas frases que “dão a entender” do autor, já que ele não fala nada explicitamente, tratando-se de um livro ingênuo.

Em minha opinião, o livro não é o melhor relato já escrito sobre o Holocausto, mas merece ter feito o sucesso que fez e ainda faz. Não é um livro para ser usado com crianças que ainda não entendem muito sobre ingenuidade – até porque podem se perder na linguagem do autor – nem como fonte de pesquisa, mas como um livro leve e simples, que pode emocionar aqueles que têm o coração um pouco mais frágil.

A narrativa é boa, assim como a história descrita no livro. Pode ser lido em poucas horas, já que não é um livro muito extenso – 186 páginas – e é um dos poucos livros de seu gênero que nos ensina sobre o Holocausto de uma forma que eu desconhecia antes de ler tal obra.

Quando se trata de Holocausto e Segunda Guerra Mundial, estamos acostumados a ler relatos realistas e dolorosos, que nos mostram a verdade “nua e crua”, expressados pelos sobreviventes de uma época tão terrível. Esses livros nos chocam, nos marcam e deixam conosco um pouquinho da dor que todas as pessoas já sofreram. Porém, esse livro de John Boyne é realmente um relato diferente. Não nos faz sofrer tão intensamente, mas nos emociona de uma forma pura e simples. No final do livro, queremos ver as coisas com a mesma visão de Bruno, com sua ingenuidade, mas não conseguimos, pois não temos mais oito anos de idade como ele.

Recomendo esse livro para todos, principalmente aos que procuram um relato diferente sobre o Holocausto. Mesmo sendo ficção, vale a pena ler, tanto para experimentar algo novo e diferente, como para ter uma noção do quanto a ingenuidade de uma pessoa pode nos emocionar ao invés de nos irritar.

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