quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Desafio Literário 2012 – Janeiro: Livros Tristes – Livro Dois: O Garoto no Convés


Peço desculpas pela ausência, queridos amigos. Não é fácil manter um blog como parece, às vezes cansa, mas a saudade e as minhas obrigações com vocês bateram e cá estou eu novamente. Então não irei perder mais tempo, estou voltando com tudo com a resenha do segundo livro lido pelo Desafio Literário!

Eu confesso que até agora estou meio sem palavras para esse livro. Infelizmente não é o livro mais vendável nem o mais famoso e conhecido do John Boyne, mas com certeza merecia ser, pois em minha opinião ele é bem melhor do que O Menino do Pijama Listrado.

O Garoto no Convés é um livro bem diferente do maior sucesso do autor, além de ser bem mais comprido e com uma história melhor desenvolvida. Merecia ser tão famoso quanto o primeiro livro do autor, porque a história deste, a meu ver, é mais emocionante e bem melhor desenvolvida, diferente de O Menino do Pijama Listrado, que é cheia de ingenuidade e é relativamente curta. Esse é um livro mais maduro e mais longo. Eu gostei do primeiro livro do autor, mas prefiro este que vos falo agora por motivos que explicarei a seguir.

O livro anterior do autor era uma história completamente fictícia com um fato histórico real: o Holocausto. Já esta história narrada em O Garoto no Convés é completamente real, apenas o personagem John Jacob Turnstile é fictício. Os diálogos, os personagens, a cronologia, os fatos narrados – como o motim e a viagem à ilha de Otaheite (atual Taiti) – são todos fatos históricos que realmente ocorreram e são todos reais. Que pena que só descobri isso na metade do livro. É um dos fatos que fazem com que o livro valha a pena ser lido: a história pode ter vários toques de ficção, mas narra algo que realmente ocorreu. Além de se entreter com o livro, você adquire bastante conhecimento.

Devo confessar que o livro fica um pouco cansativo em algumas partes – isso se deve pela falta de diálogos durante a história, há muitas partes bem narrativas e um pouco arrastadas, mas por mais que canse um pouco, vale a pena persistir na história e seguir em frente. Afinal, todo bom livro tem seus defeitos, né?

Pra mim e também pra muita gente com quem já conversei sobre esse livro, a melhor parte é o final. Como o livro tinha sido um pouco cansativo e arrastado, eu iria avaliá-lo com quatro estrelas no skoob, mas gostei tanto do final que seria crueldade da minha parte não dar cinco. Admito que torci para o livro acabar rápido em alguns momentos, mas quando chegou o final, fiquei com uma tristeza por ter acabado...

Posso dizer que John Boyne é um dos autores que mais gosto e admiro. Ele é, sem dúvida, um ótimo escritor. Agora quero ler os demais livros dele para ver se ele continua melhorando a cada livro, como ele mesmo disse em uma entrevista. Mas por enquanto fica aqui uma ótima dica: O Garoto no Convés é uma leitura que vale bastante a pena. Além de aprender muitas coisas sobre um fato histórico que realmente aconteceu, você se encantará com um belo romance e um personagem bem carismático, que é o Tutu – essa só quem leu o livro vai entender!

3 comentários:

  1. Concordo com cada ponto e vírgula. Mas ainda acho que todo mundo precisa ler O Palácio de Inverno depois deste livro... Além de usar fatos reais também, e levar adiante uma história, ele segue anos e anos depois com uma ficção. E isso foi o que me deixou mais admirada com ele: conseguir pegar um fato histórico, mudar só um pouquinho do final (visto que até pouco tempo atrás não teria sido tão mudado assim) e dar continuidade.
    Vc tem que ler, Karen!!
    Bjs

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  2. Oi!!!
    Já li o Garoto no Convés e adorei, não o achei em nenhum momento cansativo, realmente vale a pena ler esse livro!!

    beijos
    Magia Literária

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  3. VIxe! Fiquei bastante curiosa pra ler esse livro.

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