sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Louca por Homem - Claudia Tajes



Devo começar dizendo que simplesmente adoro a Claudia Tajes. O primeiro livro dela que li – Dez (Quase) Amores – eu simplesmente dava uma gargalhada a cada página lida e isso me motivou a ler outros livros dela.

Posso dizer que já li quase todos, uns tão bons quanto Dez (Quase) Amores, outros nem tanto, mas minha maior decepção foi Louca por Homem.

Não dei nenhuma risada. Sequer esbocei um sorriso. Devo dizer que em todos os livros que já tinha lido dela, por mais que não gostasse da história ou não simpatizasse com a personagem, eu conseguia me divertir dando boas risadas. Não foi o que aconteceu com este. Mas não foi isso que me mais me incomodou.

A história, narrada por Graça, apresenta suas aventuras amorosas com vários caras diferentes – o que acontece em todos os livros da Tajes – mas este teve um detalhe que me incomodou muito: a personagem SEMPRE mudava sua personalidade para agradar ao homem com quem estava. Quando namorou um higiênico, ficou com mania de limpeza. Quando namorou um nacionalista, ficou nacionalista ao extremo. Quando namorou um fumante, adquiriu o vício do tabagismo. Quando namorou um esportista, começou a praticar esportes contra a própria vontade. Quando se apaixonou por um judeu ortodoxo, queria a todo custo se converter.

Cada um com a sua opinião, mas eu não gostei. Achei simplesmente lamentável. Incomodou-me bastante ver que a personagem mudava facilmente de personalidade apenas para agradar um homem. Os próprios pais da personagem não aprovavam isso... A cada dia relacionamento que tinha, virava uma pessoa completamente diferente. Se você muda seu modo de agir, de pensar ou sua própria personalidade só para agradar alguém, seja homem ou mulher, você não tem caráter. E gente mau-caráter eu não suporto nem de mentirinha.

Além disso, uma coisinha na última página do livro me chamou muito a atenção: a personagem diz que sempre lhe sobra algo de bom de seus relacionamentos fracassados, pedaços de personalidade de cada homem que ela acumulou. Simplesmente não consegui entender o que há de bom nisso.

Mesmo assim, Claudia Tajes continua sendo uma das minhas escritoras favoritas. Apesar de eu não recomendar esse livro, ela tem outros livros muito bons que merecem ser lidos. Todos os livros dela são relativamente pequenos e bem fáceis de ler. Só que alguns são melhores do que outros.

Um comentário:

  1. O pior mesmo é a quantidade de mulheres que realmente são dessa forma. Se negam, fingem e se transformam, sem notar que nunca vão fazer alguém feliz dessa forma. Ser feliz então, nem se fala!
    Parabéns pela resenha!

    Bjos.

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